Questão 38Revalida INEP 2026.1Cirurgia GeralTrauma pélvicoFratura pélvica instávelEstabilização e transferência segura

Homem, 35 anos, dá entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), trazido pelo suporte básico do SAMU em prancha rígida e colar cervical, após queda de moto há 40 minutos. Encontra-se confuso, referindo dor em pelve e hipogástrio. Avaliação primária: Vias aéreas pérvias; respiração espontânea, sem esforço, FR 24 irpm e murmúrio vesicular simétrico. PA 96 x 58 mmHg; FC 124 bpm; pele fria, sudorese profusa e tempo de enchimento capilar lentificado. Abdome doloroso em hipogástrio, com ruídos hidroaéreos diminuídos; pelve instável. Glasgow 13 (O3 V4 M6), pupilas isocóricas e fotorreagentes. A UPA dispõe apenas de hemograma e radiografia simples; não possui tomografia computadorizada, banco de sangue ou cirurgião. O hospital de referência em trauma situa-se a 34 km. Considerando os princípios do atendimento inicial ao trauma e a capacidade resolutiva da unidade, qual é a conduta prioritária mais adequada?

A) Infundir grande volume de cristalóides; acionar a Central de Regulação; elaborar termo de consentimento obrigatório antes da remoção e encaminhar o paciente ao hospital de referência por meio de suporte básico.
B) Realizar estabilização clínica incluindo imobilização pélvica; acionar a Central de Regulação; contactar o serviço receptor; solicitar suporte avançado para a remoção e elaborar documento de transferência.
C) Encaminhar rapidamente o paciente por meio de suporte avançado; realizar a comunicação com o hospital receptor por meio da equipe de transporte e elaborar a documentação de transferência ao final da remoção.
D) Estabilizar o paciente; solicitar autorização da família para a transferência; contactar previamente o serviço receptor; elaborar documento de transferência e solicitar suporte básico para a remoção.
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