Uma Unidade de Saúde da Família em área de elevada incidência de dengue recebe João, 33 anos, sem comorbidades, apresentando febre há 2 dias, dor retro- orbitária, mialgia intensa e inapetência. Ao exame inicial: PA 118 x 76 mmHg; FC 92 bpm; tempo de enchimento capilar < 2 segundos; boa hidratação; ausência de dor abdominal e de sinais de sangramento. Hematócrito 42%; plaquetas 155.000/mm³. Foi liberado com analgésicos e hidratação oral. O paciente retorna após 2 dias relatando piora do estado geral, com vômitos persistentes, sensação de desmaio e dor abdominal contínua no quadrante superior direito, e diurese diminuída. Ao exame físico: PA 104 x 70 mmHg; FC 108 bpm; tempo de enchimento capilar 3 segundos; extremidades discretamente frias; dor à palpação do hipocôndrio direito; sinais de desidratação. Novo hemograma: hematócrito 46%; plaquetas 82.000/mm³. Considerando a propedêutica da dengue e a estratificação de risco por grupos, qual deve ser a conduta imediata?
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